transtorno de escoriação

Transtorno de escoriação: o que é, como identificar e tratar?

A dermatilomania, conhecida também como transtorno de escoriação, é uma compulsão que pode provocar vários danos na pele. O indivíduo que possui tal condição tem obsessão em tocar, coçar, arranhar, limpar e mexer na pele. Com isso, lesões se formam e, em muitos casos, podem se tornar graves. Geralmente, os alvos são cravos, espinhas, sardas, pintas, casquinhas de cicatrização ou qualquer irregularidade da pele. Entretanto, as escoriações podem ser feitas, também, em peles saudável.

A dermatilomania é classificada pelo Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-V) como um transtorno obsessivo-compulsivo. Dados da American Association of Psychology mostram que de 1% a 2% da população sofre com essa compulsão. Sabe-se, também, que a maioria das pessoas afetadas é do sexo feminino: cerca de 75%.

É importante ressaltar que a dermatilomania é diferente da automutilação. O transtorno de escoriação é uma compulsão, enquanto a automutilação é uma estratégia em que o indivíduo se agride com o objetivo de aliviar a dor psíquica, convertendo-a em física. Entretanto, a dermatilomania, em alguns casos, pode desenvolver a automutilação.

Causas do transtorno de escoriação

O desenvolvimento do transtorno pode ser desencadeado por fatores como a falta de mecanismos de enfrentamento para lidar com o estresse, a ansiedade e o perfeccionismo. Por isso, muitas vezes os sintomas podem começar ainda na adolescência. O transtorno surge, então, como uma alternativa de reduzir a tensão e a ansiedade, assim como no transtorno obsessivo compulsivo.

Além disso, a patologia possui causas genéticas e orgânicas. Por estar associado a comportamentos repetitivos, acredita-se que alterações genéticas e deficiências em níveis de serotonina, dopamina e glutamato também estejam relacionados.

Sintomas

O indivíduo com dermatilomania possui escoriações, geralmente crônicas, pelo corpo. Não há um padrão definido de escoriação, uma vez que pode variar de acordo com o paciente. Ou seja, elas podem acontecer em diversos locais do corpo ou se concentrarem em apenas uma área.

Além da unha, os pacientes com o transtorno podem usar os dentes ou objetos pontiagudos como alicates, para mexer na pele. Além disso, é comum que algumas pessoas mordam ou engulam a área arrancada.

É comum que quem possui dermatilomania possua, também, outros comportamentos repetitivos focados no corpo, como a tricolinomania, no qual cabelos são arrancados, e o hábito de roer as unhas.

Como identificar o transtorno de escoriação?

O diagnóstico é realizado de acordo com os critérios estabelecidos no DSM-5. Por isso, deve-se identificar se o paciente:

  • belisca a pele causando lesões visíveis
  • tenta, porém não consegue controlar a escoriação
  • sofre ou tem alguma área da vida prejudicada pelo ato
  • não utiliza substâncias que possam provocar o transtorno
  • não possui outro transtorno mental que possa provocar a autolesão

Como tratar?

O tratamento para a dermatilomania é realizado por meio de psicoterapia, que pode ser associada à medicamentos.

De uma maneira em geral, indivíduos que possuem o transtorno de escoriação possuem dificuldade em gerir emoções como tristeza, ansiedade e frustração. Por isso o tratamento é tão importante, uma vez que ele foca não só no controle do transtorno, como também na maneira em que o paciente se relaciona com as emoções.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Foz do Iguaçu!

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