psiquiatra

As diferenças entre um psicólogo e um psiquiatra

Quando o assunto é saúde mental, muitas pessoas confundem os papéis desempenhados por dois especialistas: psicólogo e psiquiatra. Há quem pense que ambos são iguais e atuam na esfera médica, portanto, de maneira equivalente. É verdade que eles são essenciais no tratamento de problemas de ordem psíquica, porém, guardam diferenças importantes. Continue a leitura para saber mais!

Devo procurar um psicólogo ou um psiquiatra?

Se você apresenta sintomas que suscitam ajuda de um profissional da saúde mental, pode buscar auxílio de qualquer um dos dois. Em tese, o bom profissional entenderá quando há necessidade de encaminhamento.

O psicólogo estuda a mente humana e as questões relacionadas ao comportamento, como qualidade de relacionamentos familiares e transformações sociais. O psiquiatra, por sua vez, é o médico que se especializa em psiquiatria e pode, por isso, além de executar a escuta clínica, medicar o paciente caso julgue necessário.

Quem sofre de depressão, por exemplo, precisa de intervenção medicamentosa, mas, também, de descobrir os mecanismos por trás do surgimento da doença. A segunda parte é possível, principalmente, por meio de sessões de psicoterapia.

O mesmo ocorre com quem tem transtorno de ansiedade social. O remédio entra em cena para dar condições de a pessoa conseguir manejar os sintomas que a afligem, e esse manejo pode acontecer com técnicas psicológicas (dessensibilização é uma delas).

Como se vê, é um trabalho multidisciplinar.

Uma analogia

Suponha que o sujeito precise atravessar a rua, mas ele não enxerga. Consequentemente, ele precisa de ajuda para alcançar o outro lado da calçada. Os medicamentos são como óculos, que proporcionam condições de ele sair do lugar. O problema é que, apesar de enxergar, percorrer alguns passos pode ser algo difícil ainda. É quando entra a psicoterapia, para completar o processo.

Importante pontuar: sessões de psicoterapia não são, como se pensa equivocadamente, um bate-papo aleatório. Todo o processo é amparado em bases científicas que sustentam que, ao falar sobre os acontecimentos e suas repercussões na vida, o indivíduo elabora melhor questões importantes, maneja seus sentimentos e beneficia-se de um processo de autoconhecimento.

Em alguns casos, o paciente pode sentir-se à vontade com o acompanhamento psicológico, mas resistir ao uso de medicamentos, mesmo que estes se façam necessários. O psicólogo tem importância especial em situações assim. Ele pode mostrar à pessoa que o processo terapêutico pode vir a ficar comprometido sem normalização bioquímica da atividade cerebral.

Agora que você já sabe a diferença entre psicólogo e psiquiatra, quando precisar recorrer a um profissional da saúde mental, o processo de decisão ficará bem mais fácil. Costumamos dizer que todas as pessoas (inclusive crianças) deveriam fazer psicoterapia para aprenderem a conduzir o dia a dia e todas suas complexidades de modo mais leve. Isso, claro, contribuiria para a diminuição dos índices de patologias relacionadas à psique e de administração de drogas psiquiátricas.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Foz do Iguaçu!

Comentários

O que deseja encontrar?

Compartilhe