dependência química na adolescência

Dependência química na adolescência: orientações para a família

A dependência química na adolescência é um problema que traz consigo consequências negativas, tanto para o usuário quanto para os seus familiares.

Dependência química: o que é?

De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID), elaborada pela Organização Mundial de Saúde e utilizada no Brasil pelo Sistema Único de Saúde, os transtornos mentais e de comportamento podem ser causados pelo uso de diversas substâncias químicas.

Pela classificação em questão, é possível desenvolver transtornos mentais e comportamentais decorrentes do uso de:

  • Álcool;
  • Opióides;
  • Canabinoides;
  • Sedativos e hipnóticos;
  • Cocaína;
  • Estimulantes diversos, incluindo a cafeína;
  • Alucinógenos;
  • Tabaco;
  • Solventes voláteis;
  • Substâncias psicoativas e de múltiplas drogas.

Sintomas e diagnóstico

Um diagnóstico de dependência só pode ser feito se houve, no último ano (doze meses), três ou mais dos seguintes sintomas:

  • Desejo ou compulsão de consumo;
  • Estado de abstinência, quando houve redução ou ausência da substância;
  • Dificuldade em controlar o desejo de consumo;
  • Aumento do consumo, com sinais de que há maior tolerância do organismo às quantidades utilizadas;
  • Abandono de atividades corriqueiras, de responsabilidades ou do convívio social graças à utilização da(s) droga(s);
  • Prejuízos causados pela utilização da(s) substância(s).

Como lidar com um dependente químico?

O adolescente em situação de dependência química pode ter dificuldade de compreender a gravidade da situação em que está inserido. A família, neste ínterim, precisa atuar como um porto seguro, embora tenha que manter a firmeza nas atitudes.

O primeiro passo é agir de forma respeitosa para com o adolescente. Chamá-lo para conversar, explicar o problema e colocar-se à disposição são ações necessárias em qualquer núcleo familiar.

Não se deve cair no equívoco de menosprezar a situação. Em casos de dependência, o acompanhamento profissional é primordial. Mesmo quando o dependente manifesta desejo de sair da situação em que está, é necessário compreender que o vício pode ser mais forte do que a razão.

Buscando tratamento médico

Não há cura para a dependência química, mas há tratamento. Na busca pela recuperação do dependente, é necessária a união de áreas da medicina. Psiquiatras e psicólogos são fundamentais durante todo o processo.

A medicação é útil para conter o desejo ou a compulsão, além de abrandar os sintomas da abstinência, que podem ser bastante agressivos. 

Em alguns casos, os medicamentos são necessários para a prevenção e alívio de doenças diversas, como a depressão ou transtornos de ansiedade, que também podem ser desencadeados pelo vício.

Em casos severos, a internação voluntária ou compulsória pode ser um instrumento de contenção e reabilitação, desde que o espaço que abriga o dependente seja responsável e idôneo. Grupos de apoio, como o Alcoólicos Anônimos, por sua vez, atuam na percepção do problema e na reintegração do sujeito ao convívio social.

O psiquiatra trabalha para que o adolescente com dependência química possa compreender as consequências da utilização das substâncias, tanto para a saúde quanto para a vida cotidiana, e consiga superar a ausência da droga.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como psiquiatra em Foz do Iguaçu!

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