Autismo

Autismo: causas, sintomas e diagnóstico

O autismo é um distúrbio que compromete as habilidades sociais e de comunicação do indivíduo. Mesmo sendo um transtorno bastante conhecido, poucos reconhecem seus sintomas.

Esta é uma alteração genética que não tem cura. No entanto, existem opções de tratamento que possibilitam maior qualidade de vida e interação social ao portador.

Para você entender mais sobre essa patologia, abaixo, vamos mostrar quais são os principais sintomas e como é feito o diagnóstico do autismo. Acompanhe!

O que é autismo?

Trata-se de um transtorno que causa dificuldades de comunicação e interação social. Os sintomas do  autismo geralmente são mais perceptíveis após os 2 anos de idade da criança, mas podem se manifestar antes dos 12 meses de idade.

Em 2013, o autismo foi incorporado a um novo termo médico, ganhando o nome de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Com isso, os pacientes passaram a ser diagnosticados conforme o grau de comprometimento psíquico, recebendo o tratamento mais eficaz, conforme o tipo da doença.

Quais os sintomas?

O autismo se manifesta de maneira precoce na criança, antes mesmo de completados os dois anos de vida. Dentre os sintomas mais comuns, podemos identificar:

  • dificuldades em brincar com outras crianças, ou usar a imaginação;
  • problemas em se relacionar com outras pessoas;
  • complicações para se comunicar;
  • perturbação com imagens, cores e sons;
  • alteração de humor, quando a rotina é alterada;
  • ter apego anormal a determinados objetos;
  • repetição de comportamentos;
  • uso de rimas sem sentido;
  • repetição de palavras ou frases de comerciais, músicas ou trechos memorizados;
  • incapacidade de fazer amigos;
  • isolamento social;
  • falta de empatia aos sentimentos alheios.

Os sintomas podem variar, podendo ser mais brandos ou severos, de acordo com cada caso. Mas, em geral, qualquer forma de se comunicar ou manter relacionamentos sociais é prejudicada pelo transtorno.

Quais as causas do autismo?

As causas ainda são desconhecidas. Pesquisadores acreditam que a genética e agentes externos podem estar envolvidos com o desenvolvimento do TEA.

Segundo a Associação Médica Americana, uma criança tem 50% de chances de ter o problema devido à herança genética.

Como é feito o diagnóstico?

O médico irá avaliar os sintomas apresentados. Testes multidisciplinares podem ser utilizados para observar o comportamento e as ações da criança.

Durante a consulta, o profissional se apoiará no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, criado pela Associação Americana de Psiquiatria.

Qual o tratamento?

O transtorno não tem cura, por isso, o tratamento envolve técnicas que ajudam no desenvolvimento interpessoal do paciente e na busca da melhoria da qualidade de vida dela.

Dessa forma, é importante que o paciente seja submetido a terapias de comunicação e comportamento, assim como terapias ocupacionais, envolvendo ferramentas e exercícios que ajudam a coordenação motora e comunicacional. Além disso, o uso de medicamentos pode ser necessário.

O autismo é um transtorno que prejudica a interação escolar e social do paciente, mas, com o tratamento correto, é possível que a criança e o adulto tenham uma vida mais tranquila e equilibrada.


Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como
psiquiatra em Foz do Iguaçu!

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